sexta-feira, 2 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Fotografia dos Sentidos XXXIV
arte: F. Minto
gosto de roupas secas ao sol
brancas ao coco
perfumadas ao mar.
gosto de flores vivas a água
amareladas ao tempo
pétalas ao ar!!
gosto do amor versado ao luar
apaixonado ao olhar
abocanhado.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
SEXTA-POESIA
sexta-feira tem sabor de namoro
é o dia do festejo
da comunhão
da poesia dos lábios
a sexta das vontades básicas
das necessidades intrínsecas
dos desejos rosados de beijos
lua cheia uivante
calmamente irradia o espírito
de energia elástica
que enlaça amores
- pescadores de sereias
mar prateado de tensão flutuante
bebo sexta-feira todo dia
é o dia do festejo
da comunhão
da poesia dos lábios
a sexta das vontades básicas
das necessidades intrínsecas
dos desejos rosados de beijos
lua cheia uivante
calmamente irradia o espírito
de energia elástica
que enlaça amores
- pescadores de sereias
mar prateado de tensão flutuante
bebo sexta-feira todo dia
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Soneto ao Memorial de Saramago
Blimunda com os olhos de Deus vê o mundo
Sete-Luas, escuridão do Homem.
Come o pão, e as visões do ventre somem.
Do éter ao cosmo; antes ao fundo.
Maneta. Convém teu gancho fecundo.
Sete-Sóis, Sete-Luas: como pólen
Da passarola e Gusmão, super-homem.
Santidade d’alma no corpo imundo.
Vontades não constróem Mafra em pedra
Na abegoaria, o falcão já medra;
Pela crença etérea do povo, nasce.
De sermão enche El-Rei padre Lourenço
Para alcançar teu Eu, o céu extenso.
Que Deus o encontre p’ra firmar o enlace!
Sete-Luas, escuridão do Homem.
Come o pão, e as visões do ventre somem.
Do éter ao cosmo; antes ao fundo.
Maneta. Convém teu gancho fecundo.
Sete-Sóis, Sete-Luas: como pólen
Da passarola e Gusmão, super-homem.
Santidade d’alma no corpo imundo.
Vontades não constróem Mafra em pedra
Na abegoaria, o falcão já medra;
Pela crença etérea do povo, nasce.
De sermão enche El-Rei padre Lourenço
Para alcançar teu Eu, o céu extenso.
Que Deus o encontre p’ra firmar o enlace!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
PAULINHO DA VIOLA (ouça na Rádio Poesia)
Para ver as meninas
(Paulinho da Viola)
Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
A dor do peito
Não diga nada
Sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
Quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
Assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
(Paulinho da Viola)
Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
A dor do peito
Não diga nada
Sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
Quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
Assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Fotografia dos Sentidos XII
arte: F. Minto
fragmentos de poemas
borbulham...
ferve a cor do sangue
o corpo é a casa dos sentidos
e dele sai
a obscenidade da beleza
a crueldade das palavras
nada mais é
do que a nudez
dos sentimentos...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
SEXTA-POESIA
nessa vida irreal que se adorna diariamente por uma ficção consciente e interminável,
duas horas para sentar debaixo da figueira e sentir o vento adentrar os poros
enquanto ondulam-se os pesqueiros multicores, torneando a baía,
é difícil de encontrar
(mais a hora do que o pesqueiro);
amar calmamente numa nesga de um sol-de-fim-de-tarde qualquer
cheirando a acerola e manga,
enquanto outras insensatezes correm por fora dos corpos,
quase desacontece
(mais porque as insensatezes correm por dentro e a calma se esvai);
na irrealidade cotidiana, as bicicletas não têm asas e sobrevoam as nuvens
e muito menos há união de bocas doces de bolo confeitado
e picolé de pitanga tirada do pé.
você pode me dizer para quê é que serve essa bobeira de todo-dia
se as delícias da realidade não são impossíveis?
duas horas para sentar debaixo da figueira e sentir o vento adentrar os poros
enquanto ondulam-se os pesqueiros multicores, torneando a baía,
é difícil de encontrar
(mais a hora do que o pesqueiro);
amar calmamente numa nesga de um sol-de-fim-de-tarde qualquer
cheirando a acerola e manga,
enquanto outras insensatezes correm por fora dos corpos,
quase desacontece
(mais porque as insensatezes correm por dentro e a calma se esvai);
na irrealidade cotidiana, as bicicletas não têm asas e sobrevoam as nuvens
e muito menos há união de bocas doces de bolo confeitado
e picolé de pitanga tirada do pé.
você pode me dizer para quê é que serve essa bobeira de todo-dia
se as delícias da realidade não são impossíveis?
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Estive navegando...
foram tempos morando na alma do mundo.
Tempos que quando passam quase não se deixam;
rastejam pelo corpo
e somem em si mesmos: irreais.
O que passou não foi a apreensão do nada concreto.
Este tempo é o mar.
E o mar é o tempo incontável;
a segurança do impalpável, inóspito e etéreo.
É o tempo do estar da alma.
Estive navegando...
do último porto pulei dos rochedos
e perfurei a crosta d’água que segurava o mundo submerso.
Pés descalços, olhos abertos.
Caminhei a cidadela como cão.
Lambi os dorsos das casas.
Entendi.
Navio cargueiro,
é lenta sua partida.
De mala em punho, sento-me no prolongamento do cais.
Ouvido atento ao assovio de embarque.
A alma quer mais mar, mais vento.
Quer mais desenho, amplidão.
A alma quer mais alma; quer solidão.
A alma me quer.
Só.
foram tempos morando na alma do mundo.
Tempos que quando passam quase não se deixam;
rastejam pelo corpo
e somem em si mesmos: irreais.
O que passou não foi a apreensão do nada concreto.
Este tempo é o mar.
E o mar é o tempo incontável;
a segurança do impalpável, inóspito e etéreo.
É o tempo do estar da alma.
Estive navegando...
do último porto pulei dos rochedos
e perfurei a crosta d’água que segurava o mundo submerso.
Pés descalços, olhos abertos.
Caminhei a cidadela como cão.
Lambi os dorsos das casas.
Entendi.
Navio cargueiro,
é lenta sua partida.
De mala em punho, sento-me no prolongamento do cais.
Ouvido atento ao assovio de embarque.
A alma quer mais mar, mais vento.
Quer mais desenho, amplidão.
A alma quer mais alma; quer solidão.
A alma me quer.
Só.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
fotografia dos sentidos III
(arte: F. Minto)
ela chorava...
enquanto a banda tocava
e os malabaristas fantasiados
tomavam a rua,
eu cheguei e a abracei.
queria levá-la para
um passeio no céu
queria mostrar-lhe
as nuvens e as estrelas
as músicas perfeitas.
mas ela chorava imóvel
sem poder dizer-me
quem a havia tocado.
o circo passou
e outras pessoas riam solitárias;
e a gélida garota
não disse nada.
chorou infinitamente
músicas insanas.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
dia felino
um gato caminha lentamente em meu peito.
na poeira do vento,
uma gota de sangue.
sumo poético.
a vida selvagem
contorna meu corpo.
permeia os sentidos.
vitaliza consciência.
caminho qual leoa à beira d’água.
busco a melhor forma dos passos.
grudaram nas alvas presas das bocas
as nódoas rubras do dia.
na poeira do vento,
uma gota de sangue.
sumo poético.
a vida selvagem
contorna meu corpo.
permeia os sentidos.
vitaliza consciência.
caminho qual leoa à beira d’água.
busco a melhor forma dos passos.
grudaram nas alvas presas das bocas
as nódoas rubras do dia.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
SEXTA-POESIA - para Thalita Mazzilli (Fotografia dos Sentidos IXL)
terça-feira, 18 de maio de 2010
NINA SIMONE - SINNERMAN
Oh sinnerman, where you gonna run to?
Sinnerman, where you gonna run to?
Where you gonna run to?
All on that day
Well i run to the rock, "please hide me"
I run to the rock,"please hide me"
I run to the rock, "please hide me, lord"
All on that day
But the rock cried out, "i can't hide you"
The rock cried out, "i can't hide you"
The rock cried out, "i ain't gonna hide you guy"
All on that day
I said, "rock, what's a matter with you rock?"
"don't you see i need you, rock?"
Lord, lord, lord
All on that day
So i run to the river, it was bleedin'
I run to the sea, it was bleedin'
I run to the sea, it was bleedin'
All on that day
So i run to the river, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
All on that day
So i run to the lord, "please hide me lord"
"don't you see me prayin'?"
"don't you see me down here prayin'?"
But the lord said, "go to the devil"
The lord said, "go to the devil"
He said, "go to the devil"
All on that day
So i ran to the devil, he was waitin'
I ran to the devil, he was waitin'
Ran to the devil, he was waitin'
All on that day
I cried -
Power!!!!!!!
(power to the lord)
Bring down,
(power to the lord),
Power!!!
(power to the lord)
Oh yeah, woh yeah, woh yeah
Well i run to the river, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
All on that day
So i ran to the lord
I said, "lord hide me, please hide me"
"please help me"
All on that day
He said, "child, where were you
When you oughta been prayin'?"
I said,"lord, lord, hear me prayin'"
Lord, lord, hear me prayin'
Lord, lord, hear me prayin'"
All on that day
Sinnerman you oughta be prayin'
Oughta be prayin', sinnerman
Oughta be prayin',
All on that day
I cried -
Power!!!!!!!
(power to the lord)
Go down
(power to the lord)
Power!!!!!!!
(power to the lord)
Power, power, lord
Don't you know i need you lord
Don't you know that i need you
Don't you know that i need you
Power, lord!
Assinar:
Postagens (Atom)




