era uma sexta sem pétalas
um dia forte
odoroso
de atmosfera baixa e úmida
daqueles que a gente sente como que quase pertencendo ao tempo
- o tempo deste dia era manipulável como argila –
era uma sexta sem momento pra poemas
energia racional
nada de imagens mentais
apenas concretude
- tudo como se a gente pegasse com as duas mãos –
era uma sexta
e esta se foi com precipitações gotejantes
de limão e amêndoa
um doce refúgio quente por dentro do corpo
(acalanto de poeta)
de um risco vieram as cores cansadas
- não se pega mais nada que não seja orvalho -
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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é lindo de conseguir pegar! que orgulho da minha amiga-poeta! já tá na cesta....do meu blog...bjo
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